sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Você já reparou?

Por Germana Viana


Agora há pouco compartilhei no Facebook uma foto com todos os integrantes do filme mais falso fofo de Hollywood: A Noviça Rebelde - sim, falso fofo, a primeira vez que você assiste, e não importa a sua idade, vai lá achando que é musicalzinho feliz e quando vê, percebe está vendo um filme sério, denso, phoddônico... mas isso vale outra coluna - queria chamar sua atenção para outra coisa...


Reparou que o Michael Fassbender lembra bastante o Christopher Plummer quando novinho? Parece uma versão mais bruta, mais alongada, mas ainda assim parece muito. Seu Plummer, se explica, o que o senhor andou aprontando na Irlanda? Ah, foi na Alemanha? Serião, veja só:



Daí, claro que a cabeça viajou e outros exemplos curiosos desse tipo de semelhança pipocaram! 

Outro senhorzinho que devia explicar o que andou fazendo por terras alheias (mas eu nunca teria coragem de perguntar, afinal, ele não curte quem pisa no jardim dele) é Clint Eastwood. O wolverinesco Hugh Jackman até sorri meio tortinho que nem ele:




Não tão famosa quanto os dois moços anteriores, Alison Brie (a Trudy Campbell de Mad Men) poderia facilmente protagonizar a biografia de Liz Taylor, veja só:



E quem nunca percebeu o mesmo entre Errol Flynn e Kevin Kline, até de musical com piratas o Kline participou (The Pirates of Penzance) 
por causa da semelhança dos dois...


Se Hollywood faz isso de propósito? É bem capaz, viu? Apelam diretamente para a memória de qualquer fã de cinema, usando um elemento que cria simpatia imediata, mas o fato é que as versões atuais de seus clássicos mais que provaram ter talento de sobra. E de fato, algumas pessoas parecem ter saído da mesma forminha... 

Aliás, bem que meu pai poderia me explicar por que tanta gente diz que eu pareço com a Fernanda D'Umbra (uma das atrizes que participava da série Mothern)! Hum, seu Germari? Diz aê...

Ah, deixa pra lá... Hollywood explica :D



segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Comics + Cinema: Wishlist 2012

por Germana Viana

Hah! Achou que terminaria só com retrospectiva 2011? Nada! 
E lista de desejos? Como fica?

Quais os filmes do mundo dos quadrinhos que você adoraria ver na telona? 

Aqui vai a minha lista de desejos. Se serão realizados? Nah... mas é um bom papo de boteco, uma gostosa brincadeira nerd inútil e custa nada desejar:



1. DEMOLIDOR

Climão Ninja Assassin, já sabe, Dona Marvel...
Um filme decente com o Demolidor, dona Marvel, por favor por favorzinho... Com quem? Sempre tive vontade de ver o Edward Burns de Demolidor, tem aquela carinha de irlandês que sempre achei que o Matt Murdock teria.
Imagina, filminho enxuto, com o Tentáculo e 
uma pegadinha bem na linha do Ninja Assassin, aliás, vocês bem que poderiam copiar os ninjas e as lutas de lá. Ah, e um pouquinho de nada de Elektra só para dar vontade - mas já sabem, aquela Elektra, aquela que o Miller criou bem antes de esclerosar: marvada.
E nada de cair na tentação de mandar de cara uma Queda de Murdock, isso ficaria para um terceiro filme - hum? Claro que já imaginei 
seqüências - heh! Ousada, não? Pensei em pelo menos duas.


2. CONTOS DE PALOMAR
Que acham de Rosario Dawson no casting?


Sim, eu sei que Palomar tem história para virar uma série a la HBO. Mas toda série precisa de um piloto, e por que não um piloto de duas horas como fizeram com a deliciosa The No.1 Ladie's Detective Agency que a BBC e a HBO fizeram juntas. 
Pena que não teria mais o brilhante Anthony Minghella para dirigir o longa desse possível-imaginário-projeto-dos-sonhos... o que? Mesmo que seja um filme imaginário, não deve ser de bom tom convidar diretores mortinhos.



3. TRANSMETROPOLITAN

Ah, antes que me esqueça: Tim Roth para Spider Jerusalem, por favor.
Heh! Imagine Spider Jerusalem na telona! 
Obviamente, teria que ser filmado por alguma produtora britânica, porque a despeito dos EUA serem a terra natal de Hunter Thompson, personagem real que inspirou Warren Ellis, se Transmetropolitan caísse em mãos erradas (me desculpem, produtoras norte-americanas legais por generalizar) Spider ia parar de fumar, apagar as tattoos, deixar o cabelo crescer... num processo de constantinagem que cortaria nossos corações.





4. SCALPED
Com direção do Scorcese, por favor.


Como marrrido costuma sempre apontar, se tem um roteirista que merecia muito mais homenagem e destaque é o Jason Aaron. O cara sabe adequar seus roteiros de acordo com o conceito dos personagens e sabe fazer desde uma historinha arroz com feijão curtinha a séries longas. 
E Scalped, bom, é brilhante! Caso você nunca tenha lido, a história é centrada em Dash Bad Horse, um sioux que retorna para sua terra natal depois de 15 anos, uma fictícia reserva indígena norte-americana, onde o crime, que está rolando solto, é orquestrado pelo chefe Lincoln Red Crow e aparentemente, todo mundo tem o rabo de todo mundo na mão. Candidato a filmaço que mesmo não leitores curtiriam.



5. THE TROUBLEMAKERS
Quero Rosario Dawson aqui também, pode?
E daí se eu já desejei um filme com HQ do Gilbert Hernadez? Quero é mais! :D

Fica inclusive a dica, caso você nunca tenha lido essa historinha charmosa, cheia de crime e claro, de personagens apaixonantes. The Troublemakers é uma espécie de spin-off das histórias de Palomar. É uma típica história de peixinho que quer pagar de tubarão no mundo do crime, e que ficaria duca na mão de Guy Ritchie ou quem sabe, dos irmãos Coen.
O
 brilhante é que a história é a adaptação de um filme que existe apenas no mundo dos quadrinhos (no de Love and Rockets), não sei se tanta metalinguagem seria possível em duas horas de filme... mas por que não?
___


Bom, é essa a minha lista de desejos praticamente impossíveis de serem realizados... e que, muito cá para nós, me deixaria com muito medo caso a possibilidade de algum deles ir para a telona de fato rolasse... Mas procuro, sempre que possível, fazer o exercício de não me tornar um daqueles nerds chatos que acham que tudo seria impossível e nada ficaria bom o suficiente...
E caso você argumente: " mas você é fã babona de Moore, e ele não gosta de nada do que foi adaptado"... Bom, no caso dele, ele pode. Por mais que eu e você adoremos as histórias dele... elas não são minha nem sua... são DELE. E se ele é o autor, pode ficar puto se mudarem a cor da unha do esmalte da história dele, oras.


segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

No cinema com meu herói favorito

por Germana Viana


Se tem uma coisa que os fãs de quadrinhos de herói não podem reclamar de 2011, é que os estúdios tenham negligenciado, como faziam há algumas eras, os carinhas que saem por aí de collant (ou tangas) combatendo o crime! 

Não é de hoje que uma mídia flerta com a outra e busca em seus personagens protagonistas que se encaixem no formato da telona, clássicos do gênero como Superman (1978) e Conan (1982) estão aí para provar isso e dificultar a vida das novas adaptações, mas não se pode negar que 2011 foi fantástico. Alguns deles não são imperdíveis, temos que admitir, mas que tem para todos os gostos, ah tem, veja aí:


X-Men: First Class (X-Men: Primeira Classe)
Com o estigma deixado pelas adaptações mais recentes que tentaram fazer dos heróis mutantes (X-Men, o Confronto Final e Wolverine: Origens) e um desrespeito com a cronologia que certamente levantaria protestos de alguns fãs, X-Men First Class estava mais passando a impressão de que seria o filme mais paia de herói ever...


Mas veio o primeiro trailer oficial... e o segundo... e então o filme! As atuações bacanudas de James McAvoy e de Michael Fassbender, (um dos atores preferidos de cinco entre quatro colunistas deste blog), e ainda a direção cheia de ritmo de Matthew Vaughn fazem X-Men First Class entrar fácil na categoria dos imperdíveis. Se quiser ler mais a respeito do filme, clique aqui.







Capitain América: The First Avenger (Capitão América: O Primeiro Vingador)E você esperando por um filminho ufanista, chatinho, com apologia à guerra, cheio de frases feitas ditas por um carinha que anda por aí de pijaminha estampado com a bandeira do próprio país, e pior... o tal carinha ainda por cima era o Tocha Humana!

Daí, surpresa! O roteiro tem a simplicidade que a história pede, tem senso de humor na hora certa, participação de personagens que fazem qualquer fã dar pulinhos (tem o Dum Dum Dugan, minha gente!) Chris Evans manda bem como o Capitão e o Caveira Vermelha do Hugo Weaving está um vilão-alemão-do-mal tão legal que você até esquece de ser pentelho e tentar descobrir quando é computação gráfica e quando é maquiagem. 

Ah, tem até explicação pro pijaminha com a bandeira!







Thor
Bacana, mas sem ser bacanudo como o filme do Capitão, o filme é simpático, divertido, colorido como um Thor da Marvel tem que ser - nem venha reclamar, ó criatura que preferia um viking for real, estamos falando de Stan Lee e Kirby e não de um Cornwell.

O roteiro tem uma pegada shakespeariana (dã, o Kenneth Branagh dirige, claro que teria) que se adequa bem ao climão de Asgard e também tem senso de humor. E mesmo que os gigantes do gelo possam decepcionar os fãs que esperavam uns gigantes mais bombadinhos,  o Loki de Tom Hiddleston é tão bom que você vai se pegar caindo nas mentiras dele.

Importante: o filme é mais um tijolinho na ponte que os estúdios Marvel estão construindo para o tão esperado The Avengers.





Green Lantern
Poderia dizer apenas: did I shave my legs for this?

Acho que os fãs do Lanterna Verde devem se sentir como esta colunista que vos escreve se sente com relação a um filme que fizeram, há alguns anos, com um Ben Affleck vestido de vermelho, que dizia ser o Demolidor. Óbvio que não era. Nunca fizeram um filme do Demolidor. Continuamos esperando um filme do Demolidor... porque... nunca fizeram um. (respira respira)

 



Conan the Barbarian (Conan, o Bárbaro)
Moço tão bonito, vilão tão promissor, efeitos especiais tão disponíveis...

A nova versão de Conan é a prova de que mesmo uma história na qual se espera apenas gostosas peladonas e porradaria com monstros pode ficar bem broxante se não existir uma edição consistente e um mínimo de roteiro.

Não precisa ser fã chato da versão do Schwarzenegger para sair do cinema com aquela sensação de que o que deveria ser épico, ficou bem sem sal e esquecível.







Embora o top seja five, daria facilmente para fazer uma lista maior, basta lembrar do honestinho Dylan Dog, de Cowboys e Aliens e do famigerado terceiro filme dos Transformers

E as promessas e expectativas para 2012 não são poucas já que os esperadíssimos The Avengers e The Dark Knight Rises estão aí para mostrar que grã-fino que não tem superpowah, vai lá e compra! Mas como é para salvar o mundo, a gente faz vista grossa, né? Fora que são tão simpáticos! :D














sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

PORQUE O QUE ERA PRA SER 2 TOP 5 - “IMPERDÍVEIS 2011” E “MAL POSSO ESPERAR 2012” - VIROU 1 “TOP 10 2011”


Por Cleide Bragliollo

Pois é.  
A idéia do Azul Calcinha era motivar suas colaboradoras a montar um “Top Five” do melhor de 2011 e outro de expectativas para 2012, tipo “cada um no seu quadrado”.

Meu quadrado, aqui no site, é TV (a cabo, que ninguém é de ferro...) e sempre que posso falo sobre minha maior nerdice: as séries de TV e os filmes, sobretudo aqueles fora do grande esquemão, que só se vê na TV a cabo.

Quando comecei a escrever, percebi que 2011 foi o ano das séries, por excelência – tanto das grandes estréias, como de novas temporadas que consolidaram grandes lançamentos de anos anteriores.

É isso. 2011 foi o ano das séries de TV, de novo.

Há muito mais a falar sobre elas do que sobre os filmes. Porque elas inovaram, ousaram e encantaram. Tudo que o cinema não fez, já que os grandes estúdios, com o dedo no botão do pânico, nos empurraram um monte de continuações, franquias, 3D de segunda e super-heróis de carisma duvidoso.

E, num ano de crise financeira mundial, também o cinema alternativo, que nos chega da Ásia e da Europa, andou meio à míngua, como disse a excelente comentarista Ana Maria Bahiana, que vê tudo de perto, lá na matriz, “2011 foi ano em que o cinema teve saudade do cinema”. Se por um lado, o cinema (também na TV) andou claudicante, por outro, tomou surras homéricas das séries.

A coisa ficou tão gritante que gente boa do cinema, muito boa mesmo, agora faz séries de TV com grande competência e entusiasmo. O que até a alguns anos atrás era desprestígio (fazer TV?!) hoje é motivo de orgulho e, muitas vezes, de renascimento de carreira.

Toda essa introdução para explicar minha lista, que virou...

TOP TEN 2011 SERIES DE TV

BRAKING BAD (AXN)

Breaking Bad evidencia, de forma assustadora, que há um demônio dormindo, dentro de cada um de nós.
Quem anda em busca de diversão leve e descontraída deve passar longe desta, que considero simplesmente a melhor série de TV já escrita, dirigida e atuada.

A história do afável professor de química que, tendo recebido diagnóstico de câncer terminal resolve fabricar metanfetamina, para garantir o futuro da família, se envolve com o tráfico e passa a mentir para manter a fachada – sobretudo diante do cunhado, que é policial do Departamento de Narcóticos, é um estudo assustador da alma humana.

Li no twitter que Tarantino não perde um capítulo. Tem bom gosto esse moço. Realmente, a série tem tudo a ver com ele. Vou me repetir, para definí-la com poucas palavras: é a série que os irmãos Coen devem lamentar não terem escrito.

Criada por Vince Gilligan (Arquivo X) que assina os roteiros, a direção e a produção, e que nesta 4ª temporada praticamente chuta o balde (seu título é uma gíria que pode ser traduzida como “meter o pé na jaca”, “tocar o horror” ou “chutar o balde”) Breaking Bad mantém um pique irrepreensível, desde o princípio.

Mas, atenção! Se você não a segue, só tem um jeito de usufruir dessa raridade: baixe ou alugue, mas comece desde 1º capítulo da 1ª temporada.

GAME OF THRONES (HBO)

Espero com ansiedade a próxima temporada. Só espero que não matem o anão!

Até algum tempo atrás, pouca gente já tinha ouvido falar em George R.R.Martin. Hoje seus livros são devorados avidamente. Coisas que uma incrível série de TV consegue fazer.
A série, inspirada no universo fantástico de “As Crônicas de Gelo e Fogo” conta a história de clãs de diferentes origens, que lutam pelo Trono de Ferro, a partir do qual são controlados os Sete Reinos.

Ousada, mata na primeira temporada pelo menos dois dos personagens mais marcantes (inclusive o personagem do pôster de lançamento!) põem em evidência mulheres fortes e/ou manipuladoras, mostra cenas de sexo impensáveis há pouco tempo e entrega um dos principais papeis a um anão lindo e malvado - o pequeno grande ator Peter Dinkalge, que estraçalha no papel do maquiavélico Tyrion Lannister.

Quer algo mais “Mal Posso Esperar” que aguardar a 2ª temporada de Game of Thrones, prevista para abril nos USA?

THE WALKING DEAD (FOX)

Há um mistério inexplicável em Walking Dead: a cada capítulo, os zumbis correm mais depressa.
Deve ser a dieta carnívora!

Imagine que um belo dia você acordou e descobriu que sua família desapareceu, que a civilização desceu pelo ralo e que o mundo todo foi invadido por hordas de zumbis... carnívoros!

Pois o policial Rick Grimes (o ator inglês Andrew Lincoln, que segura firme a barra de The Walking Dead) foi à luta e vem nos emocionando a cada capítulo desta maluca série, que mistura drama, aventura e terror.

Quando correu pela internet que Frank Darabont (Um Sonho de Liberdade) deixara a série por ele criada, um receio geral tomou conta da legião de aficionados que a 1ª temporada conquistou.

Mas chegaram os primeiros sete capítulos da segunda temporada e todos puderam respirar aliviados. Apesar de, a exemplo do primeiro ano, aqui também os “comics” não terem sido adaptados de forma fiel, o resultado não decepcionou.

Agora é esperar fevereiro, para ver o final da temporada que foi dividida em suas partes. Coisas de um mercado de showbiz que anda mal de dinheiro. Quem diria...

MAD MEN (HBO)

Mad Men deve ser proibida para quem frequenta os alcoólicos anônimos, está tentando deixar de fumar ou tentando emagrecer. Ah! Que saudade do tempo em que se curtia tudo isso sem culpa!

Quem poderia prever que uma série ambientada nos anos 50 (agora já nos 60) repleta de atitudes politicamente incorretas para os dias de hoje, se tornaria um dos maiores sucessos da TV?

As cenas abusivas de Mad Men exploram o vazio existencial de uma forma muito parecida com o cinema de Antonioni e o ambiente escolhido – o mundo da propaganda – se presta de maneira perfeita para evidenciar as mudanças que a sociedade veio sofrendo, rumo a um futuro que - embora libertador - sente nostalgia daquela época.

Prazer à parte, para nós mulheres, é o desfile fashion, proporcionado por uma produção de época das mais cuidadosas. Problemas financeiros (novamente eles) emperraram a produção da 5ª temporada, mas ela já está prometida para março lá na matriz.

DEXTER(FX)
Até um serial killer quer ser admirado por fazer seu serviço bem feito. Vocês viram como ele esteve feliz na 5ª temporada, quando a personagem de Julia Stiles se derretia com o jeitinho dele matar, fatiar e desovar?

A sólida base literária fornecida por “Darkly Dreaming Dexter” de Jeff Lindsay tem apenas parte do crédito para a complexidade de Dexter, o anti-herói da TV por excelência.
Talvez outra série escolhesse o caminho fácil da redenção, mas Dexter escolheu nos oferecer as nuances da definição de “dever”, sem se ligar ao conceito de bem ou mal.


Incrível como vibramos com a ação aterradora do serial killer mais frio e assustador que já surgiu na TV e como nos solidarizamos com ele, sem uma ponta sequer de dor na consciência. Para nós, Dexter Morgan é mais que normal. É nosso justiceiro-mor, perfeitamente representado por Michael C.Hall, que não brilhava tanto desde “A Sete Palmos”.


Pena que o FX demore tanto a programar as temporadas por aqui. A 6ª já terminou nos EUA em dezembro e até agora não foi anunciada por aqui.


 ENLIGHTENED (HBO)


Amy é tão tensa e chata, que o personagem mais crível é o ex marido que, mesmo separado, continua se drogando feito louco.


Depois de um vergonhoso ataque de nervos público, assistido por todos os colegas de trabalho, Amy (Laura Dern, surpreendente) se interna voluntariamente em um spa que oferece um tratamento zen, na base da auto ajuda.


A moça sai de lá crente que está curada e “iluminada pela verdade”, mas na verdade continua à beira de um ataque de nervos, coisa que só ela não vê. Nós, que assistimos a série num clima de quase suspense, esperamos a cada minuto que a personagem exploda. 
Laura contracena com sua mãe na vida real (Diane Ladd no papel de mãe da protagonista) num relacionamento mãe/filha dos mais doloridos. E, de volta ao trabalho, Amy espalha um quase terror entre seus colegas, forçados a aguentá-la, diante da ameaça de um processo trabalhista.


Uma curiosidade: o rapaz da foto, Mike White - que também atua como colega de trabalho - é o brilhante roteirista e produtor, além de criador da série, junto com Laura Dern.


Enlightened é a mais delicada e complexa exploração de todo o espectro das emoções humanas que já surgiu na TV, nos últimos tempos.


A primeira temporada terminou em dezembro, deixando um gostinho de “quero mais”. Boas notícias: a série foi renovada e a segunda temporada está garantia, embora sem data.

THE BIG C (HBO)


Mulheres, à luta! Espelhem-se nas novas escolhas da heroína. Não é preciso ter câncer para chutar o balde!

Não é difícil imaginar o tamanho do risco que os executivos do Showtime (canal produtor nos EUA) correram quando toparam bancar a idéia encampada por Laura Linney: uma comédia dramática, que gira em torno de uma mulher com câncer incurável. A mulher que Linney transforma numa lutadora imprevisível e adorável.


Este é o mais cabal exemplo daquilo que falei lá na introdução. A coragem que falta ao cinema hoje, sobra nos estúdios de TV que, não só aprovaram a primeira temporada, como fizeram a chamada com a frase “Esta é uma série sobre viver... com câncer”. Não é fantástico?


A crítica é unânime em reconhecer que, sem a força da interpretação da atriz como protagonista, seria difícil sustentar o ritmo de The Big C. Mas tudo deu certo e o publicou correspondeu.


A segunda temporada estréia dia 22 de janeiro no Brasil, dando sequência ao que, por incrível que pareça, foi uma das séries mais “alto astral” de 2011.

AMERICAN HORROR STORY (FOX)
Atenção: Este texto contém spoiler.


O clima de terror foi tão bem construído na casa maldita, que a gente fica esperando, a qualquer momento, o Jack Nicholson entrar em cena, com o machado na mão e os olhos esbugalhados.


Esta é uma série estranha.
O personagem principal é uma casa. Bem, uma casa mais sua vizinha esquisita, representada por Jessica Lange que, num espetáculo de histrionismo de primeira, ronda a família moradora, como uma versão malévola de Blanche Dubois .


Num lance inusitado e bem bolado, os produtores Ryan Murphy e Brad Falchuk criaram uma série na qual o elenco se renova a cada temporada. Foi uma surpresa para os americanos que prestigiaram American Horror Story em massa e só souberam disso no final da primeira temporada, em dezembro.


Recorrendo a um horror gótico e inspirando-se em filmes como “Carrie, a Estranha” e “O Bebe de Rosemary”, a série segue a linha “trash”, com ótimos resultados visuais. A cada novo personagem que entra em cena, o telespectador fica tentando adivinhar: esse é de carne e osso ou é mais uma assombração? 


Agora, alguém me explique, por favor: com aquela roupa colante de vinil preto, como é que o “homem misterioso” consegue comer todo mundo, sem tirá-la!? Isso é que é mistério.


BOARDWALK EMPIRE


É um tanto quanto incômodo sentir as semelhanças entre o comportamento de "Nucky" e o de muitos políticos brasileiros. A política, quando corrupta, é a mesma em qualquer época ou latitude.


Esta série surgiu quando a HBO procurava uma atração à altura de seu maior sucesso, “Família Soprano”.


O livro lhes foi mostrado pelo ator Mark Walberg que, com outros sócios, havia comprado os direitos e lhes disse que Martin Scorsese estaria envolvido no projeto.


A história gira em torno de Enoch Johnson, figurão político do partido Republicano conhecido como “Nucky”, que entre 1911 e 1941 controlou a exploração de bebidas ilegais na época da lei seca, prostituição e jogo, em Atlantic City.


Com uma história dessas, Steve Buscemi no papel principal e com impressionante trabalho de reprodução de época, que envolveu muita pesquisa, Boardwalk Empire não decepcionou. É sucesso desde o primeiro capítulo.


A série extrai da realidade americana dos anos 20 um comentário atualíssimo, nestes tempos de ditadura do politicamente correto: não há atalho mais rápido para a dissolução moral que a imposição de regras, em nome de um suposto “bem comum”.

OS BORGIAS (TCM)


"Mario Puzzo, que escreveu tanto o livro Os Borgias como "O Poderoso Chefão", levou a máfia para a Roma da idade média." Frase de Neil Jordan, criador, roteirista e diretor da série.


Talvez por ter sido lançada no Brasil por um canal sem tradição em grandes séries atuais, a magnífica série Os Bórgias não teve repercussão à altura de sua qualidade artística e histórica.


Dos mesmos produtores de “The Tudors”, foca o papado de Alexandre VI, (o ex cardeal espanhol Rodrigo Borgia) que deu novo sentido aos termos “corrupção” e “depravação”.
Num cenário em que ninguém levava a sério o voto de castidade, Rodrigo Borgia (Jeremy Irons) tinha amantes e família. E que família: foi pai não só de Lucrezia, famosa pela beleza, pelos maridos poderosos e pela inteligência, como também de três homens, entre os quais o cardeal Cesare Borgia.


Concebida pelo cineasta irlandês Neil Jordan, Os Borgias faz um retrato fiel dos fatos, personagens e conflitos que marcaram o período inicial da Renascença.
Sem data marcada, o TCM anuncia a segunda temporada para 2012.

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A lista chegou a 10, mas tive que deixar fora grandes séries como “The Good Wife” e “Criminal Minds” (AXN), e “Os Pilares do Templo”, fantástica minissérie anglo-canadense, ambientada na idade média e mostrada pelo TCM. Foi ou não foi um ano incrível para séries de TV?


Aos que estranharam que “True Blood” (HBO) ficou fora de minha lista, saibam que não foi distração ou esquecimento. Foi uma grande série nas primeiras temporadas mas, convenhamos, agora está mais para “o samba do crioulo doido”. 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

The Hobbit - trailer oficial

*_*


A primeira vez que li o Hobbit, eu tinha 19 anos...

Por causa dele, entrei em um mundo absolutamente delicioso, criado por J.R.R.Tolkien - foi o Hobbit que me fez deixar de ser uma criatura espantosamente chata, que apesar de curtir muito literatura fantástica, ainda achava que o "gênero" não poderia entrar na mesma categoria que Literatura com L maiúsculo. Sim, pode vaiar... eu era jovem :D 


Foi o Hobbit que me apresentou aos queridos O Senhor dos Anéis e As Aventuras de Tom Bombadil.


Como vocês bem sabem, a versão para a telona, The Hobbit - An Unexpected Journey vai rolar em 2012. Com direção de Peter Jackson (hoooray), conta com a participação de atores que estavam em O Senhor dos Anéis, como Ian McKellen, Christopher Phodda Lee, Hugo Weaving, Cate Blanchet, Andy Serkis. E conta também com um novo time de personagens e atores que não deixam a desejar, como é o caso de Martin Freeman, (da série inglesa Sherlock Holmes) e Stephen Fry.


Não sou aquele tipo de pessoa que pode pagar de "não achei que a ansiedade que criança tem ao esperar pelo Natal ou pelo aniversário aconteceria com um filme..." Sou entusiasmada e barulhenta e vocês certamente já me viram e verão com essa ansiedade boa para ver desde finalzinho de Harry Potter até festival de cinema da Nouvelle Vague Japonesa...


Mas caras, mal posso esperar! E vocês?





Germana Viana