Anton Yelchin, que aliás é um ator que tem todo o carisma que Spielberg adoraria que o sem gracinha LaBeouf tivesse, encarna Charlie Brewster, o vizinho do vampiro e está bacana demais! Ouso dizer que melhor até que o menino original... mas pode ser o fato de que o vampirão do filme de 1985 roubou toda a minha memória durante aquela dança e agora figura como lembrança principal.
Por falar em vampiro... Jerry (sério, o nome do vampiro é Jerry e isso dá piadas ótimas) não decepciona e nem tenta imitar o vampirão yuppie original - é novo, repaginado e basicamente o sonho soft-porn (nem sempre soft) de um ou uma suburbana norte-americana que curta caras: hand-man, camisetinha e calça jeans justa - e pedreiro, minha gente, eu desafio que você assista ao filme e não fique esperando um "sua linda" (cortesia do pedreiro online) no final de cada sentença - mas o mais importante, Colin Farrel fez um Jerry que é divertidíssimo! E assustador!
Peter Vincent está lá. Mas não é mais aquele senhorzinho fofo e sim uma espécie de Criss Angel deliciosamente escrotérrimo. Como eu nunca superei o fato de David Tennant não ser mais o Doctor Who, ansiei cada momento com Tennant! E não me decepcionei. A-do-rei! (momento franguinha-nerd-tietê: Que mané Farrel... Gentchi! Tem Doctor Who sem camisa!)
Fora a trinca principal, tem ainda o amigo do protagonista, que se você lembra bem do original também está lá - mas agora encarnado por Christopher (McLovin, why?) Mintz-Plasse. A mãe (Toni Collete) é bem mais espertinha e legal que a mãe original, e a namorada, interpretada pela belíssima Imonen Poots, não paga apenas de vítima, dá boas porradas!
Medinho do roteiro atual, amigos? Relax, o essencial permanece! E o que precisava ser atualizado, foi. Como disse no comecinho, a direção de Craig Gillespie respeita e empolga o espectador que está revendo a história. Espero ter te convencido com essa resenhinha porque como no original, é uma sessão da tarde deliciosa que assusta e causa gargalhadas.
Germana (Gentchi! Doctor Who Sem Camisa!) Viana


